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O nome do vento - Parte 2



Continuação:

A dedicatória na folha de rosto do livro dizia: “Para Sofia. Para sempre. Pedro.” Isso a fez rir, no entanto era muito instigante para ser ignorado. Sentou-se em uma mesa de leitura para observar melhor. À medida que olhava as figuras e pensava que já havia visto cenários semelhantes, sentiu uma inebriante sensação de conforto, e aos poucos foi esquecendo onde estava e o que fora fazer... Chegando assim ao local onde estava agora. Ainda não sabia como isso podia acontecer, porém, ali estava e precisava tomar alguma atitude.
Antes que pudesse levantar, um vento forte ergueu em rodopio todas as folhas caídas no chão da floresta e quando ela conseguiu se sentar e levantar, suas roupas mudaram novamente, dessa vez, eram as mesmas com as quais estava na biblioteca.

continua...


de de

O nome do vento - Parte 1

** Importante dizer que essa história não é o livro de Patrick Rothfuss, comecei a desenvolver com esse nome e preferi não modificar **


Ela não podia parar... Estava presa àquilo, como se nada pudesse libertá-la. As vozes ao fundo não faziam mais sentido e as letras na sua frente eram devoradas numa velocidade estonteante. A história se desenvolvia na sua mente, e por mais que não parecesse real, tudo conspirava para que seu corpo também fizesse parte dela. Alguém estava tentando chamá-la, alguém muito longe tentava tira-la de lá, mas era impossível, ela já estava envolvida demais para sair.
- Terei que matá-la. – disse uma mulher ao seu lado.
- Não! Eu não sou quem você pensa! Eu preciso voltar para casa!
- Tarde demais!
O tiro ecoou na floresta adentro. Sofia caiu. A mulher observou por um instante a moça caída no chão... Seu rosto estava sujo, assim como suas roupas, e do seu pescoço pendia um colar de prata com um pingente em formato do nome ‘Sofia’. Após constatar que a moça estava morta, a mulher virou-se e foi embora.
Sofia não sentia seu coração pulsar, sua blusa estava encharcada de sangue, no lugar onde seu coração deveria estar batendo. Ela não conseguia entender o que estava acontecendo. Tudo estava calmo, ela podia se mexer e respirar, mas seu coração não batia. Não havia mais letras na sua frente, ela não sentia mais a cadeira na qual sentara. Suas roupas eram outras. Não estava mais na biblioteca, mas numa floresta densa de árvores gigantes que impediam a visão do céu.

Há alguns instantes atrás ela estava na biblioteca procurando por alguns livros para fazer um trabalho na escola quando um em especial chamou sua atenção. Ele não fazia parte daquela estante, e nem mesmo tinha a etiqueta da biblioteca. A capa dura vermelha carregava uma escrita dourada e o interior era escrito à mão com desenhos às bordas. Com certeza era único.

... continua ...