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Se eu funcionasse com bateria

Comprei uma bateria nova para meu notebook porque ele só estava funcionando se estivesse plugado na tomada. Já usei a nova até descarregar e agora estou recarregando para usar até descarregar (repetição de palavras ou gostinho de déjà vu na frase?) e enfim descobrir quanto tempo ela vai durar.
O engraçado é que eu estava botando tanta fé nessa bateria nova, como se fosse uma bateria nova para mim.



Fiquei meio triste porque, no primeiro momento ela não durou muito, mas me apego na esperança que a primeira recarregada vai turbinar a pobrezinha e fazer ela durar muitas horas!

Para que eu quero tanto isso?
Também não descobri ainda. Sei que eu gosto de aproveitar bem o meu tempo e um notebook com bateria é bem mais útil.
Até porque, nos últimos tempos eu personalizei ele de uma maneira muito confortável, então fico chateada quando sou obrigada a usar outro computador.
Fico pensando que poderíamos ter baterias para trocar também.



"Desculpe, estou meio devagar porque minha bateria está acabando e eu esqueci meu carregador em casa."

"Mas eu te empresto o meu!"
"Hmm, não é do mesmo modelo."
"Isso é preconceito! Você nem olhou!"
"Não."
"Não o quê?"
...
...
"Desligou."



  

  

  

 





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Preciso de um psicólogo



Faz tempo que eu queria ir a um psicólogo, mas precisava primeiro ser encaminhada por um clínico geral, e isso me travava. Talvez seja uma coisa comum entre todas as pessoas que nunca foram ao psicólogo, ou talvez seja um problema meu mesmo, mas bate aquela vergonha de pedir pro médico "comum" esse encaminhamento.

Estarei admitindo uma possível loucura, ou pior, admitindo que não consigo dar conta das minhas emoções sozinha, preciso de ajuda, não consigo lidar com minhas imperfeições.

Na contrapartida disso, já ouvi várias pessoas que fizeram terapia dizer que é uma coisa ótima.

O preconceito diz: "Para que ir num psicólogo se você pode conversar com os amigos?". Mas ninguém é obrigado a ficar ouvindo as minhas neuras né?! Desse jeito eu perco todos os amigos e não encontro solução para minhas crises.

Sem contar que o psicólogo estudou para ouvir as pessoas e entender o que elas estão passando. Não é fantástico?

Mas falando sobre o que me levou a querer um psicólogo, eu diria que a maior coisa é a minha insegurança e o meu desânimo.

Comecei esse ano tendo a forte sensação que seria um ano brilhante, incrível, cheio de realizações e coisas maravilhosas, mas com o passar dos dias as coisas não foram acontecendo como o previsto e cada dia mais eu me decepciono comigo mesma e a minha falta de "não sei o que" que me faz ser tão lenta para alcançar essas realizações.

O resultado dessa super expectativa não atendida é que fiquei mais insegura com tudo que eu faço e desanimada com o rumo das coisas.

Outro problema grave é a minha alta ansiedade e imediatismo, eu ODEIO ter que ficar esperando qualquer coisa ou pessoa, além do prazo já determinado. Então, quando aparecem os imprevistos eu fico quase maluca tentando resolver o mais rápido possível para não ter que esperar mais.

Claro que nem sempre dá certo e é exatamente o que está acontecendo neste começo de ano infeliz.

E o psicólogo entra nesta bagunça para me orientar e, eu espero, conseguir me tranquilizar. Então, quando eu conseguir, faço mais um post aqui para dizer como foi.


  

  

  

 





Atualização: não sei quando escrevi o texto acima, mas agora já estou na terceira sessão e mais para frente falarei sobre isso.


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Escrevendo à lápis


Esses dias queria escrever um texto e a caneta não estava por perto, mas sim um lápis. Então peguei o lápis e resolvi escrever com ele mesmo. Mas que diferença! Quando tempo eu não escrevia com um lápis! Por isso, escrevi o que eu queria escrever e já escrevi também esse texto que digitei logo abaixo, bem desimportante, mas é bom perder tempo refletindo sobre bobeiras de vez em quando.

Escrever à lápis é muito estranho, ele vai engrossando a linha até precisar apontar (manutenção constante). A caneta não, a caneta é só escrever até a tinta acabar e aí recarregar, ou trocar por outra. Já a lapiseira parece um intermédio entre lápis e caneta. Ela não vai engrossando, mas precisa trocar a ponta (mais manutenção que a caneta e menos que o lápis).

A vantagem do lápis e da lapiseira é que se pode apagar sem deixar muitas marcas, já a caneta... Uma vez escrito é difícil apagar.

Já ouviu falar que quem usa lápis para fazer as cruzadas é inseguro? Quem usa caneta tem mais segurança em si mesmo? Para mim, isso é uma grande besteira, pois se observarmos bem, as pessoas podem ser totalmente seguras em alguns aspectos (como fazer cruzadas) e totalmente inseguras em outros. Então, o que isso realmente poderia significar?
Talvez nada. Talvez muita coisa.
Mas não dá para julgar a personalidade de uma pessoa por causa desses pequenos gestos, dá?

Enfim, se isso diz algo sobre personalidade, fiquem sabendo que escrevendo à caneta ou à lápis, a maioria das vezes eu prefiro apenas passar um risco sobre a palavra escrita errada (ou frase) e continuar a escrever, do que perder tempo apagando. Talvez porque detesto ter que ficar corrigindo e refazendo as coisas. Prefiro fazer tudo de novo logo de uma vez.

E você? Lápis ou caneta? Reflita sobre esta polêmica questão.


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Sobre como eu sou ruim em ler nas entrelinhas


Ao pesquisar sobre o livro de Dorian Gray e me descobrir gostando mais da história depois disso, e agora lendo esse livro de contos eu estou me dando conta que não consigo mesmo desvendar as entrelinhas das histórias, seus significados ocultos ou semiocultos e outras coisas que porventura o autor tenha tentado dizer.
Lembro quando ganhei o prêmio de desenho do cartaz da paz do Lions Club International e do que eles disseram que eu quis dizer com o desenho que fiz.
Lidiane da Silva Fernandes, estudante da Escola Carlos Gomes, de Ubiratã, deu o primeiro passo para se tornar uma artista reconhecida internacionalmente ao vencer a competição patrocinada pela Associação Internacional de Lions Clubes, Distrito LD-1.
O cartaz de Lidiane é um entre os mais de 325.000 trabalhos do mundo inteiro apresentados no décimo terceiro concurso anual de Cartaz sobre a Paz de Lions Internacional
Transmitir a idéia de igualdade racial com a natureza ao centro, representando nova consciência, nova realidade através dos elementos naturais irradiando a paz. Assim se expressou Lidiane de 11 anos, moradora de Ubiratã Paraná. Dentre todos os cartazes apresentados por alunos do Distrito LD-1, que abrange do Litoral a Foz do Iguaçu, sul do Estado, o de Lidiane foi o que melhor retratou o tema do concurso “Unidos na Paz”.
Então vocês estão pensando: "Uau! Esse cartaz deve se a maior sensação!"
Pois confiram:


Vamos combinar, não é lá essas coisas né?! Mas...
Me fez refletir um tempo sobre o tipo de coisas que eu pensei ao desenhá-lo e, acredito, realmente passou pela minha cabeça aquilo que eles disseram, mas foi tão irrefletido que sempre me ponho a pensar se tal autor tinha ideia do que os outros diriam que ele quis dizer. Será que ele quis mesmo dizer aquilo ou foi uma feliz coincidência?
Os contos que estou lendo agora me fazem acreditar que sou burra e não estou entendendo os significados por baixo dos panos. Será isso mesmo? Eles são autores experientes. Alguns consagrados. Qual o problema afinal? Será que o problema é a escrita ou sou eu?!
Isso sempre me leva a pensar, porque raios esses autores ficam escrevendo, quase em código. Espero que quando eu estiver escrevendo o meu livro eu entenda um pouco mais de literatura e saiba explicar esse fenômeno.
Por enquanto, o jeito vai ser procurar pela internet as análises e tentar entender.

Adendo: escrevi este texto quando estava lendo este livro (clique aqui para saber) e acabei não fazendo análises porque eram muitos contos e eu não tive tanto interesse assim kkkkkk Mas já fiz um vídeo dele, caso queira conferir é só clicar no link do livro que eu coloquei logo no começo do adendo.

Beijosss

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Começando um livro


Acho que eu deveria escrever história infantil. Quer coisa melhor que história infantil? Nossa, como eu adoro a maneira como elas são inusitadas e surpreendentes!

Elas são emocionantes e subversivas, falam sobre qualquer coisa com leveza e paixão. São divertidas. Enxergam o lado bom.

Acho que deveria escrever histórias infantis porque gosto dos livros adultos, mas, parece que, amo mesmo os infantis.Me imagino escrevendo, até escrevo, histórias que tentam ser sérias, mas serão sinceras? E se eu quiser mesmo é escrever histórias loucas? E se eu quiser mesmo é escrever o que os adultos não entendem?
Mas então vem outra questão: será que eu sou criança suficiente para escrever para crianças?

Esses dias, revirando minhas coisas antigas eu achei alguns textos que eu escrevi antes dos 12 anos, e como eram bons! Me amei mais! Me valorizei e me senti tão bem sabendo que aquilo saiu de mim!

E, além das histórias, também haviam várias ideias assim: "Escrever uma história sobre..."

Eu deveria conseguir escrevê-las agora? O que eu-mesma-criança diria?

Ai como eu me apego ao passado, divagando sobre isso aqui ao invés de ir logo escrever uma história! Talvez por isso eu tenha tido mais ideias e mais histórias e mais poesias escritas quando criança, porque eu não lembrava do passado, porque pra mim tanto fazia o que havia acontecido há um ou dois anos atrás.
E a dúvida? Que hoje eu tenho tantas e naquela época nenhuma!

E eis que surge mais uma dúvida, desta vez, respaldada por Dostoiévski: e se o passado não foi tudo aquilo?
"Apesar de que também o passado não seja melhor, parece-nos que o foi, como se tivéssemos vivido mais placidamente, e não tivéssemos tido sobre a alma essa vaga melancolia que agora nos persegue."
Mas isso não importa se estou falando em escrever para crianças, ou escrever para qualquer um. Faz tempo que me decidi: devo afirmar mais ao invés de perguntar. Até consegui um pouco, mas ainda não totalmente, servindo de exemplo a quantidade de perguntas feitas neste pequeno texto.
E vou parando por aqui, sem conclusão nenhuma, sem nem mesmo ter certeza sobre o que gostaria de ter dito.
Mas talvez você aí me entenda melhor do que eu mesma. Quem sabe?

***

Esse texto aí em cima eu escrevi umas três semanas atrás, mas agora já decidi sobre o que vou escrever e não vai ser uma história infantil.

Mas porque Lidi, você não adora histórias infantis?

Sim, eu adoro. Mas acontece que eu não tenho talento para isso, e também, acho que não me faria muito feliz. Então, para quem não sabe, eu contratei um serviço de tutoria de escrita e ontem, em minha primeira sessão, decidimos (eu e o tutor) por desenvolver melhor uma ideia que eu tive. Se trata de uma história de mistério e investigação. Também é um assunto que me atrai muito e estou muito contente em poder, finalmente, começar a escrever meu livro.



Boa sorte pra mim! HhUAhaUAhAUHa

  

  

  

 





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Na minha casa tem

Agora que eu descobri os filtros do smartphone resolvi tirar muitas fotos e colocar vários filtros para melhorar as ditas cujas.

Abaixo, o resultado de algumas fotos da minha casa dentro de um poemazinho e outras sem poema mesmo.


Outras fotos que não couberam no poeminha


Meu mato que eu amo muito, também chamado, por mim e pelo meu marido de reserva ambiental. KKKKKKK


E, fazendo parte do mato, não dá pra acreditar, mas sim, essa árvore "vira-lata".


Fotos usadas na montagem do poeminha


A aranhazinha travessa, na verdade existem muitas outras, mas essa insistiu em fazer a teia no canto do meu varal. Qual o destino dela? Por enquanto não está me incomodando, então deixa ela lá, bem feliz, na sua casinha.


O caminho com as folhas secas, daquele mato que morfou e virou árvore.


A romãzeira linda que minha mãe me deu e que, desde o primeiro ano, já dá frutos enormes e deliciosos. Atualmente está sofrendo para sustentar frutos grandes demais para seu pequeno corpinho.


E o meu mato lindo, que ficou super vicejante depois do filtro. Observação: os animais amam o meu mato muito mais do que eu.


Obrigada por lerem!


  

  

  

 




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Voltando à biblioteca - Lidiane S. Fernandes (eu)


Resolvi ler este texto que eu escrevi, segue abaixo o vídeo e o texto.



Depois de sete anos (ou mais) sem emprestar um livro sequer na biblioteca, resolvi visitá-la. O engraçado é que essa visita não foi, inicialmente, com o objetivo de emprestar livros, mas sim, de resgatar a minha "memória literária".

Ocorre que, após estudar vários livros para fazer o vestibular (há quase 10 anos atrás), eu consegui entrar para o curso de Secretariado Executivo, mas então cometi um pecado quase mortal para um leitor voraz, como eu costumava ser: parar de ler literatura.

Foquei apenas nos livros didáticos e técnicos da faculdade, talvez me permitindo a liberdade de ler um ou dois por ano! Por ano! Para quem lia, ao menos, dois por mês, seria um choque incrível, mas eu quis muito levar a faculdade a sério e foi isso que fiz com determinação.

Meu empenho terminou há quatro anos atrás, quando me permiti voltar a sonhar com a literatura e a escrita, colocando algumas coisas no blog, mas então entrei em outro empreendimento, que, novamente, me tirou da rota literária: um novo emprego.

Mas como tudo na vida se aprende, cá estou eu tentando voltar aos trilhos e escrever.

Sempre meu desejo, mas, muitas vezes, por mim mesma renegado. E nessa volta a escrita, descobri que não sabia mais qual meu gênero favorito, ou livro, ou autor, ou mesmo quais livros eu já li na vida. Uma amnésia literária!

Fiquei um tanto chocada quando tentei, muito fortemente, me lembrar dos livros que eu lia, dos tipos que preferia, mas não me lembrei.

Às vezes me lembrava de algum quando ouvia alguém mencionar sua história ou seu nome, mas em geral, apenas sei que lia muito. Mas o que?

Qual gênero era o meu favorito? Era a esse gênero que eu gostaria de pertencer quando escrevesse? Qual era meu/minha autor/autora favorito(a)? Não sei! Não sei! Não sei!

Mas qual lugar melhor para saber o que eu já li se não na biblioteca? Lá fui, temerosa, mas com esperança, de encontrar meu relatório de leituras e poder descobrir minhas origens e recuperar minha memória.

Não me lembro o nome da moça gentil que me atendeu, mas ela foi de em uma atenção sem igual, não me perguntou "Por que?", não me fez uma careta, não me disse que não era sua função e, quando percebeu que não lembrava onde procurar isso no sistema, ainda pediu ajuda e a todo custo (e perda de seu tempo) conseguiu achar o caminho para me auxiliar. Nesta busca, enquanto o sistema se assustava com meus sete anos ausente e tentava resgatar de sua memória os livros que eu já havia emprestado, resolvi dar uma olhada no ambiente. Fiquei feliz. Realmente feliz. Igual criança mesmo. Não sabia que me sentiria assim, mas aquele espaço amplo, cheio de livros disponíveis de graça... Quase me arrancou uma lágrima. Mas me controlei feito gente grande que sou e pude olhar mais tranquilamente.

Naquela manhã (11 de novembro) a claridade entrava suave pelas amplas janelas laterais e duas (ou três) pessoas liam sentadas às mesas.

Uma delas era uma menina graciosa, por volta dos 10 anos, que estava bastante concentrada.

Minha felicidade se transformou em uma forte gratidão por ainda existirem bibliotecas e crianças no mundo, e por existir também uma força superior que faz esses dois seres mágicos se acharem.

Obrigada.

Percebi que havia perdido o foco e, é provável, que estivesse com cara de idiota olhando o nada.

Comecei então a bisbilhotar a primeira prateleira da biblioteca, que fica ao lado da sessão infantil, e contém livros infanto-juvenis, mostrando suas capas e não suas lombadas.

Havia tantos livros interessantes que me deu vontade de ler ali mesmo, mas me contive, lembrando que tinha vários livros por ler em casa.

Mas então, ali no meio dos livros de terror infanto-juvenis, estava um exemplar de "O corvo" de Edgar Allan Poe! Um livro fino, mas todo ilustrado e com o poema mais famoso do Sr. Poe. Como eu poderia resistir?

Eu precisava daquele livro! Porque um mês atrás decidi que escreveria um conto de terror e qual melhor autor para ler se não o Sr. Poe?

Logo meu pensamento novamente estava em êxtase com a ideia de escarafunchar mais prateleiras, mais livros, mais autores, mais histórias, mais, mias, mais!! E levar tudo! Tudo!

Em meio a esse novo devaneio que, dessa vez, acredito ter sido, externamente imperceptível, veio a moça gentil me falar o resultado da busca.

“Então, o sistema retornou um erro, como se você nunca tivesse pegado nenhum livro aqui... Mas eu vou procurar de novo, você pode esperar?”

Fiquei meio sem reação, mas consegui agradecer e concordar com a nova busca. Pois enquanto isso eu olharia mais livros. Tive vontade de viver de novo apenas para poder ler todos eles! Pareciam tão divertidos, assim como aqueles bons filmes de aventuras com bandidos idiotas e crianças espertas.

Então, entre “As crônicas de Nárnia”, os “Harry Potter” e “O diário de um banana” veio a moça gentil me avisar que, pela segunda vez o sistema não havia conseguido me localizar. Ela parecia tão triste e eu apenas disse que tudo bem, porque, afinal, já se iam sete anos, ou mais, sem emprestar nada. Ela voltou ao balcão e eu fiquei ali com minha amnésia literária, tendo a certeza que jamais saberia do que eu realmente gostei, mas refletindo “E daí? Quem se importa? Afinal, posso muito bem recomeçar e, agora sim, ler tudo que der vontade para me decidir os favoritos, e saber do que gosto.”

Com essa decisão em mente fui até a outra extremidade da biblioteca onde se encontravam alguns livros adultos também expostos pela capa e não pela lombada. Lá estavam alguns livros que, acredito, muita gente procura. Dentre eles “O diário de Bridget Jones” que também não pude resistir e decidi levá-lo.

Nesse ínterim, a moça gentil estava na salinha ao lado tomando água e, mais uma vez, a incomodei perguntando como poderia localizar livros de terror nas prateleiras.

E, mais uma vez, sem demonstrar nenhum sinal de enfado, ela se dirigiu em minha direção, dizendo que era melhor se ela me levasse até lá. Então fomos à prateleira do querido escritor de “O iluminado”, mas não era um dia excelente para emprestar um livro do Sr. King, pois vários já não estavam lá, de qualquer forma, escolhi levar “A incendiária”.

Saí feliz dali com meus três livros.

Com entusiasmo os li e os adorei. Fiz vídeos-resenha, e, na devolução, não pude resistir novamente e peguei “Carrie – A estranha”.

Agora penso se resistirei quando voltar à biblioteca para devolvê-lo... Mas no fundo, tenho certeza de que estou louca para não resistir. De que, nem se deveria chamar resistência, pois a biblioteca está lá para isso! E... Como podem ver... Está claro que vou emprestar mais livros.



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Quem não faz, não cheira


O que esperar deste texto?
Foi um texto que eu escrevi tendo me inspirado em uma figura dentro da matéria sobre a história do vaso sanitário. Primeiramente eu gostaria de ter feito um diálogo cômico das pessoas que faziam suas necessidades neste banheiro, mas no decorrer do diálogo eu quis colocar mais complexidade e acabei transformando tudo em uma história empresarial (oi?). Enfim, para quem quiser ver a respeito dos banheiros públicos romanos (onde eu me inspirei) clique aqui. Beijos e aproveitem a história!

Analisando o tempo que os funcionários levavam no banheiro (possivelmente dormindo) e o gasto exorbitante por causa dessa alta frequência, o Senhor Marcondes resolveu construir em sua empresa banheiros públicos assemelhados com os antigos banheiros gregos.
Inicialmente, essa mudança foi aplicada apenas ao banheiro masculino, pois em sua empresa trabalhavam apenas duas mulheres, muito distintas por sinal.
Os funcionários estranharam a mudança e, nos primeiros dias, evitavam o máximo possível comparecer àquele recinto público, no entanto, alguns mais extrovertidos tomaram à frente e, aos poucos, muitos já se sentiam à vontade com toda essa situação.
Senhor Marcondes começou novamente a avaliar a situação e descobriu que muitos passavam ainda mais tempo no banheiro, pois agora o passavam conversando.
- Você viu a merda que o Otávio fez?
- Cara, nem vi, mas ele tem mesmo uma cara de cagão.
- Não, não. Estou me referindo ao relatório para a apresentação de ontem.
- Hmmm, verdade, também ficou uma bosta. Se ele tivesse se dedicado à apresentação tanto quanto se dedica no banheiro teríamos conseguido a campanha.
- Dá uma olhada, ele levantando, nem consegue caminhar direito, deve estar todo assado de tanto fazer cagada.
- Verdade, aquelas apresentações são ridículas.
- Sim, mas dessa vez eu estava me referindo ao trabalho no banheiro mesmo. Eita, estou ouvindo os passos do chefe. Fui!
Enquanto Walfrido arrumava as calças, Lesmael se apurava em terminar para não ser pego pelo chefe, já que seria a segunda vez naquele dia. Mas não deu tempo, Walfrido conseguiu sair enquanto o chefe entrava gritando:
- Puta que pariu! Que fedor é esse?! Não tem aromatizador? Não tem janela?! Vítor! Vítor! Acabaram os incensos criatura?
Um rapaz bastante jovem e encolhido veio correndo até o banheiro.
- Desculpa chefe, queimamos o último hoje.
- Desculpa é o caralho! Quem está encarregado de comprar esta merda?
- Então chefe, o senhor ficou de comprar... Mas eu vou agora mesmo se o senhor quiser.

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Descanso

Estava andando há algum tempo quando percebeu o que estava fazendo, seria sonâmbulo? Não... Agora que havia parado começava a lembrar do caminho que fizera. Percebeu que o sol não demoraria para nascer, respirou profundamente o último ar da madrugada e pôs-se a andar novamente, dessa vez sabia para onde deveria ir: para casa.
O túmulo que havia deixado para trás não lhe importava, foi bom dar um tempo, deixar tudo e todos, mas estava na hora de voltar. Ele sabia que seria um choque, uma grande surpresa (boa ou ruim) para aqueles que o conheciam (que talvez sentissem sua falta), mas ele precisou daquele breve período de descanso, um ano ou dois, não conseguia saber, de qualquer forma, foi proveitoso.
Enquanto o sol nascia ele caminhava na esperança de que nada voltasse a ser como antes.


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Transição



O problema das pessoas adultas é que elas adquirem certezas absolutas, quando deveriam possuir dúvidas inexplicáveis

Tornando-se assim seres sem profundidade,
rasos em sua eterna ignorância
sempre buscando soluções de problemas
que não interessam ser resolvidos

O erro dos humanos é esse: crescer e esquecer.
Por isso eu tento...
E por mais que eu tente, cada dia percebo
aumentar essa insanidade adulta em minha mente

É tão insano que eu só queria
ser criança pra sempre ou ser adulta logo.

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Filosofando e afirmando sem teoria

Deu a louca e eu escrevi um monte de bobeiras que eu gostaria de compartilhar. Hehehe Quis compartilhar porque eu não estudei nenhuma teoria, nem ao menos fiz algum tipo de estudo empírico para afirmar nada, mas, como eu disse, deu a louca e eu escrevi. Comentem suas opiniões, aqui no blog ou pessoalmente ou por qualquer outro meio, talvez surja uma discussão interessante.


Na solidão busca-se um refúgio. E se o refúgio não vem culpa-se a sociedade e todos os indivíduos nela viventes. Porque a solidão resulta primeiramente de uma exclusão da sociedade. Os diferentes estão sós. Aqueles que não seguem um grupo, que não se encaixam em nada pré-estabelecido.

Há lógica por trás de toda exclusão, seja ela preconceituosa ou não. Mas o fato de haver lógica não exime a sociedade da culpa, que nem ao menos é sentida.

Porém, ainda não existe uma maneira aceitável de solucionar a solidão sem modificar o indivíduo, pois a sociedade jamais aceita aquilo que é diferente. Até mesmo o solitário recusa o contato com aqueles que ele considera muito distantes de sua própria forma. É natural e humano não se sentir confortável diante de algo extremamente diferente e ainda é impossível fazer com que o ser humano reaja positivamente nestas condições. Talvez o constante contato faça com que a mente e a visão se acostumem com o distinto, mas a surpresa da primeira vista jamais poderá ser desfeita. Apesar do costume, de certa forma, incluir o excluído, ele ainda não é capaz de fazer com que o excluído se torne extraordinário a ponto de ser o preferido, ou mesmo, um dos preferidos.

Mas a exceção existe quando, nesse mesmo grupo, já exista alguém diferente e, mesmo que disfarçadamente, excluído e solitário. Pois alguns solitários sabem disfarçar bem a sua solidão, insinuando algum tipo de normalidade, ou até mesmo, tentando modificar sua própria essência para transformar-se num sujeito comum. No entanto, a mudança de sua essência raramente é recomendada, pois os solitários, em sua maioria, têm muitos méritos que poderiam ser bem aproveitados pela sociedade, essa mesma que o exclui, mas que dele necessita.

Por último, ainda pode-se reconhecer que todo ser carrega consigo uma espécie de solidão que, às vezes aparece e se instala, seja para reflexão ou descanso. Pois é inevitável que toda encenação feita para a sociedade não se mantenha integralmente com o indivíduo, necessitando de um descanso para reaver o que ele significa para si mesmo e para restaurar seu próprio ser, despindo-o das influências trazidas do mundo exterior (apenas as mais insignificantes).

Portanto, a solidão ainda traz consigo uma espécie de oportunidade para o aprendizado de si mesmo e para o fortalecimento de sua essência. Cabe ao indivíduo saber lidar com ela, e dela retirar o melhor proveito, para crescer interiormente, contribuindo ou não para a sociedade.

Pintura de Edward Hopper

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A estação

A cabeça encostada na janela do ônibus, olhando para a paisagem que passava rapidamente lá fora, lembrando o amor que se foi, o emprego que se foi, as tantas oportunidades que se foram. Um sorriso discreto nasce nos lábios recordando o amor que veio, o novo ofício que aprendeu e as tantas oportunidades que aproveitou.

A fase era boa, mas há um dia atrás a fase era péssima. Sua vida era como aquele ônibus, se movimentava rapidamente por toda a via, ora estacionado em pontos manchados e obscuros, ora parando em lugares iluminados e belos. Tantas vidas passavam por ele, pessoas de todos os tipos, estilos e personalidades se misturando para formar uma massa ambulante.

Ao chegar à estação final, essa mesma se transformava na estação de partida e a viagem começava novamente. Talvez outro ônibus, para outras ruas, outros pontos, outras vidas, outras paisagens e sensações.

Mas aquele dia ela desceu alguns pontos antes da estação. Pois as boas fases devem ser utilizadas para progredir nas questões não solucionadas.

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A bailarina e o louva-a-deus


Certo dia uma bailarina treinava insistentemente enquanto um louva-a-deus a espreitava. Ele nada queria dizer para não incomodá-la, mas sempre percebia um defeito em seus passos. Seu treinador aparecia, lhe ensinava, lhe disciplinava, mas não dizia o que realmente precisava.

Fonte da imagem

Dessa vez o louva-a-deus resolveu intervir:
"Ei! Você que dança disciplinadamente"

A bailarina olhou sem parar de dançar.
"Fale rápido, preciso me concentrar"

"Por que dança com tanto afinco? Qual é seu objetivo?"

Sem titubear a bailarina respondeu:
"Estou treinando para ser melhor que todas as outras. E assim terei boas contratações"

O louva-a-deus ficou em silêncio.

Mais tarde a bailarina continuava ensaiando, mas ele já não estava mais lá.
"Se o objetivo é tão frívolo, então seu defeito jamais será corrigido, pois não há jeito de colocar o coração e a alma em algo que se quer apenas por ambição"

E assim a bailarina ensaia enquanto o louva-a-deus observa... outra bailarina.