Deu a louca e eu escrevi um monte de bobeiras que eu gostaria de compartilhar. Hehehe Quis compartilhar porque eu não estudei nenhuma teoria, nem ao menos fiz algum tipo de estudo empírico para afirmar nada, mas, como eu disse, deu a louca e eu escrevi. Comentem suas opiniões, aqui no blog ou pessoalmente ou por qualquer outro meio, talvez surja uma discussão interessante.
Na solidão busca-se um refúgio. E se o refúgio não vem
culpa-se a sociedade e todos os indivíduos nela viventes. Porque a solidão
resulta primeiramente de uma exclusão da sociedade. Os diferentes estão sós.
Aqueles que não seguem um grupo, que não se encaixam em nada pré-estabelecido.
Há
lógica por trás de toda exclusão, seja ela preconceituosa ou não. Mas o fato de
haver lógica não exime a sociedade da culpa, que nem ao menos é sentida.
Porém, ainda não existe uma
maneira aceitável de solucionar a solidão sem modificar o indivíduo, pois a
sociedade jamais aceita aquilo que é diferente. Até mesmo o solitário recusa o
contato com aqueles que ele considera muito distantes de sua própria forma. É
natural e humano não se sentir confortável diante de algo extremamente
diferente e ainda é impossível fazer com que o ser humano reaja positivamente
nestas condições. Talvez o constante contato faça com que a mente e a visão se
acostumem com o distinto, mas a surpresa da primeira vista jamais poderá ser
desfeita. Apesar do costume, de certa forma, incluir o excluído, ele ainda não é
capaz de fazer com que o excluído se torne extraordinário a ponto de ser o
preferido, ou mesmo, um dos preferidos.
Mas a exceção existe quando, nesse
mesmo grupo, já exista alguém diferente e, mesmo que disfarçadamente, excluído
e solitário. Pois alguns solitários sabem disfarçar bem a sua solidão,
insinuando algum tipo de normalidade, ou até mesmo, tentando modificar sua própria
essência para transformar-se num sujeito comum. No entanto, a mudança de sua
essência raramente é recomendada, pois os solitários, em sua maioria, têm
muitos méritos que poderiam ser bem aproveitados pela sociedade, essa mesma que
o exclui, mas que dele necessita.
Por último, ainda pode-se reconhecer que todo ser carrega
consigo uma espécie de solidão que, às vezes aparece e se instala, seja para
reflexão ou descanso. Pois é inevitável que toda encenação feita para a
sociedade não se mantenha integralmente com o indivíduo, necessitando de um
descanso para reaver o que ele significa para si mesmo e para restaurar seu próprio
ser, despindo-o das influências trazidas do mundo exterior (apenas as mais
insignificantes).
Portanto, a solidão ainda traz consigo uma espécie de oportunidade para o aprendizado de si mesmo e para o fortalecimento de sua essência. Cabe ao indivíduo saber lidar com ela, e dela retirar o melhor proveito, para crescer interiormente, contribuindo ou não para a sociedade.